O mercado de bioinsumos no Brasil fechou 2025 representando 20% do mercado total de defensivos agrícolas do país — um marco histórico que teria parecido improvável dez anos atrás, quando o setor representava menos de 5%. Com crescimento anual de 22% e a Política Nacional de Bioinsumos (Lei 14.894/2024) em vigor, o Brasil se consolida como o maior mercado de defensivos biológicos da América Latina.
A combinação de fatores que explica esse crescimento é múltipla: pressão internacional por produtos com menor resíduo de defensivos (especialmente dos mercados europeu e japonês), custo crescente dos insumos químicos, avanços regulatórios do CTNBio que aprovaram quatro variedades com tecnologia CRISPR em 2025/2026, e resultados de campo que demonstram que a eficácia dos biológicos mais modernos se aproxima ou supera a dos químicos em determinadas condições.
O que está impulsionando o crescimento
Inoculantes para fixação biológica de nitrogênio continuam sendo o segmento mais maduro. Para a soja, o uso de inoculantes com Bradyrhizobium japonicum substitui aplicações de ureia que custariam R$ 280 a R$ 350 por hectare por um produto que custa R$ 15 a R$ 25 por hectare — com o bônus de melhora na microbiota do solo que nenhum fertilizante sintético proporciona.