No pecuário convencional, detectar o cio de uma vaca exige que o peão passe horas observando o rebanho, duas vezes ao dia, confiando em sinais comportamentais sutis que frequentemente passam despercebidos. A taxa de concepção média dos rebanhos brasileiros gira em torno de 60% — o que significa que 40% das vacas aptas à reprodução não ficam prenhas em cada ciclo reprodutivo, gerando prejuízo significativo ao produtor.
A CowMed, startup brasileira que integra IoT, sensores e inteligência artificial na pecuária, está mudando essa realidade com coleiras que monitoram continuamente cada animal do rebanho — e detectam o momento ideal para inseminação com precisão de 94%.
Como as coleiras inteligentes funcionam
A coleira CowMed contém sensores de acelerômetro (que medem movimento e atividade), temperatura e, em versões avançadas, rúmen pH e temperatura interna. Esses dados são transmitidos continuamente para uma plataforma central via redes IoT de baixo consumo de energia.