O produtor rural brasileiro tem um ativo que não aparece no balanço e não é capturado pela receita da commodity: carbono. E em 2026, esse ativo está se tornando financeiramente relevante a ponto de alterar decisões de manejo, planejamento de culturas e estrutura de financiamento de fazendas.

O preço de uma tonelada de CO₂ equivalente no mercado voluntário de carbono global atingiu US$ 28 em créditos de alta integridade (padrão VERRA/VCS com co-benefícios de biodiversidade) no início de 2026. Uma fazenda de 1.000 hectares com sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) certificado pode sequestrar entre 5 e 20 toneladas de CO₂ por hectare por ano — o que representa de US$ 140.000 a US$ 560.000 em créditos anuais, além da receita agrícola.

O que é e o que não é crédito de carbono no agro

Crédito de carbono no agro é a monetização da capacidade de determinadas práticas agrícolas de remover CO₂ da atmosfera (como plantio direto, ILPF e reflorestamento) ou de reduzir as emissões que seriam geradas de outra forma (como a eliminação do desmatamento). Cada tonelada de CO₂ sequestrada ou evitada, devidamente verificada por uma certificadora acreditada (VERRA, Gold Standard, Social Carbon), gera um crédito negociável no mercado voluntário.